Ah! Agora essa insônia de mim mesma, que chega as quatro da manhã. E de mim mesma não há como fugir; não dessa forma, que me força a olhar (nessa madrugada!), pra trás, pra frente e pro chão.
Joga na cara os dias esquecidos e vai vencendo, a cada neurônio, o cansaço do corpo em repouso. Não resisito mais! Penso...
E começo pelo ontem: passado precoce, presente ainda (dessa vida em curta, curta vivida), que se confunde entre o soluço do que foi e o sorrisinho de canto de lábio que começa a ser.
Agora sorrio. Aos cantos.
Ter medo de sorrir? Sorrir por completo? (Desperto totalmente, a cama me expulsa).
Sorrisinho de canto de lábio, sim!
Quisera eu não ter medo do presente em decorrência do passado. Quisera ter um estilo chistoso, viver o hoje e ponto. Quisera tantas coisas!...
Essa insônia que é incoveniente, vem me lembrar desse meu modo de sorrir, me fazer incômoda, sem lugar. Modo esquisito, modo torto e... Que mal há nisso? De canto do lábio, mas melhor que nada (?) ... * Pausa e vazio.
É preciso dormir, cansei de mim por hoje, por essa madrugada. E no mais, haverá carnaval: de auto-piedade e serpentina, sorriso "xoxo" e confete, insônia e pierrot...
12 de fevereiro de 2009
10 de fevereiro de 2009
Tem palhaço que dá medo
Pinta a cara em cor viva
Mas o olhar continua morto
Faz graça, estripulia, rodopia
Mas olha feio, olha torto, olha cortando
E eu, decifro é pelo olhar
Ouço, falo, sinto amor, medo - só pelo olhar
E todos são (...). Somos assim!
Abram as cortinas
Entrem os malabaristas, as dançarinas
Corram pelo palco e me façam rir
Mas não tragam os palhaços
Não aqueles...
Os de olhos macambúzios, sanguinários;
Os que me dão medo.
Eles...
Pinta a cara em cor viva
Mas o olhar continua morto
Faz graça, estripulia, rodopia
Mas olha feio, olha torto, olha cortando
E eu, decifro é pelo olhar
Ouço, falo, sinto amor, medo - só pelo olhar
E todos são (...). Somos assim!
Abram as cortinas
Entrem os malabaristas, as dançarinas
Corram pelo palco e me façam rir
Mas não tragam os palhaços
Não aqueles...
Os de olhos macambúzios, sanguinários;
Os que me dão medo.
Eles...
Gosto quando silenciosamente observo o jeito único de dormir com a cabeça enfiada por baixo do travesseiro e quando solta murmúrios engraçados e indecifráveis oriundos desses sonhos que nunca nos lembramos ao acordar.
Quando acha graça e não disfarça a lisonja ao perceber o ciúme por alguma situação boba e sem dizer nada, beija minha testa demoradamente, como que penetrando em meus pensamentos e transmitindo toda a confirmação do sentimento que necessito naquela hora.
E quando aquela receita de strogonoff sai mais parecida com sopa de carne congelada, torna-se um ator de primeira linha (ainda que entre caretas contorcidas) e come, (bravamente) até a última e abençoada garfada!
Quando vem a discussão e o orgulho prevalece, sutilmente inventa desculpas mirabolantes para voltar a conversar, amenizar o clima, como: "Você viu minhas chaves?". Mesmo sabendo que elas continuam (e nunca saíram), no mesmo lugar de sempre.
Quando se deixa ser roubado em um pedaço de pizza, pois, convenhamos: do prato do outro é sempre mais gostoso!
Quando rimos, quando choramos, quando achamos que nada valeu à pena (quando percebemos que isso não é verdade), quando fazemos qualquer coisa, quando ficamos lado a lado...Eu gosto.
Quando acha graça e não disfarça a lisonja ao perceber o ciúme por alguma situação boba e sem dizer nada, beija minha testa demoradamente, como que penetrando em meus pensamentos e transmitindo toda a confirmação do sentimento que necessito naquela hora.
E quando aquela receita de strogonoff sai mais parecida com sopa de carne congelada, torna-se um ator de primeira linha (ainda que entre caretas contorcidas) e come, (bravamente) até a última e abençoada garfada!
Quando vem a discussão e o orgulho prevalece, sutilmente inventa desculpas mirabolantes para voltar a conversar, amenizar o clima, como: "Você viu minhas chaves?". Mesmo sabendo que elas continuam (e nunca saíram), no mesmo lugar de sempre.
Quando se deixa ser roubado em um pedaço de pizza, pois, convenhamos: do prato do outro é sempre mais gostoso!
Quando rimos, quando choramos, quando achamos que nada valeu à pena (quando percebemos que isso não é verdade), quando fazemos qualquer coisa, quando ficamos lado a lado...Eu gosto.
As rosas brotam do chão de cimento
As palavras nascem de um esquecimento.
Avenidas entrecortadas por flores
As gargalhadas surgindo de dores.
A cama de repouso feita de espinhos
A estrada repleta de "descaminhos".
É assim que está!
E se melhorar, piora.
A esperança (insistente, até), fora-se
E, no mais - todos - (nós?). Foda-se!
As palavras nascem de um esquecimento.
Avenidas entrecortadas por flores
As gargalhadas surgindo de dores.
A cama de repouso feita de espinhos
A estrada repleta de "descaminhos".
É assim que está!
E se melhorar, piora.
A esperança (insistente, até), fora-se
E, no mais - todos - (nós?). Foda-se!
O cãozinho Jaé, sobe a escada sozinho
Tenta alcançar um passarinho.
O coitado anda com fome
Já não lembra nem do nome
Só pensa no filé,
O pobre cãozinho Jaé...
Desiste da missão impossível
"Passarinho tem mesmo um gosto horrível!
Que tal uma carne-assada?
Ou até mesmo ensopada?"
Exigente ele não é; o cãozinho Jaé.
Já é pode ser o cidadão,
Aquele que só olha pro chão,
Que não é, mas leva vida de cão.
Que se comer passarinho
Fica feliz, faz até festa.
Nada mesmo lhe resta,
Afinal:
Só mesmo serviu
Pra ser rima infatil
Dessa poesia vil...
Tenta alcançar um passarinho.
O coitado anda com fome
Já não lembra nem do nome
Só pensa no filé,
O pobre cãozinho Jaé...
Desiste da missão impossível
"Passarinho tem mesmo um gosto horrível!
Que tal uma carne-assada?
Ou até mesmo ensopada?"
Exigente ele não é; o cãozinho Jaé.
Já é pode ser o cidadão,
Aquele que só olha pro chão,
Que não é, mas leva vida de cão.
Que se comer passarinho
Fica feliz, faz até festa.
Nada mesmo lhe resta,
Afinal:
Só mesmo serviu
Pra ser rima infatil
Dessa poesia vil...
7 de setembro de 2008
Pra não entender...
Esse Vazio vasto, salpicado de pedaços de ninguém, enche de sombra o branco dos sem-lugar. É um espaço imóvel, porém não-encontrável, esconde-se em si mesmo e faz-se presente somente nas almas desses sem-lugar.
- Aqueles que Dele mais fogem, são seus alvos favoritos. Tortura-os com seu sem-sentido e os faz mais inquietos, isolados, indesejáveis. Plenos senhores do vazio, sem coroa, sem trono, sem querer.
E assim Ele faz-se cada vez mais... e mais... Vazio, imensamente vazio.
- Aqueles que Dele mais fogem, são seus alvos favoritos. Tortura-os com seu sem-sentido e os faz mais inquietos, isolados, indesejáveis. Plenos senhores do vazio, sem coroa, sem trono, sem querer.
E assim Ele faz-se cada vez mais... e mais... Vazio, imensamente vazio.
Quero um amigo que afague meus cabelos quando eu quiser chorar por coisa alguma.
Que essa coisa alguma tenha para ele algum significado, pois me faz chorar.
Se choro, mesmo não sabendo o porquê, quero carinhos e carisma, papo leve, papo pro ar, mas alguma coisa.
Alguma coisa que me faça esquecer dessa coisa alguma, que não é nada...
Mas me faz chorar...
Que essa coisa alguma tenha para ele algum significado, pois me faz chorar.
Se choro, mesmo não sabendo o porquê, quero carinhos e carisma, papo leve, papo pro ar, mas alguma coisa.
Alguma coisa que me faça esquecer dessa coisa alguma, que não é nada...
Mas me faz chorar...
Começa com uma nuvem
fina e quase transparente
branca, pouco convincente
o amor que transborda finalmente.
Começa tímido, embaraçado
louco, desmedido, atrapalhado...
Não se sabe inteiro
Ou só metade. Pobre coitado!
Tropeça em seus próprios suspiros,
Não sabe se ama:
Aquilo que tem ou o que convém.
Termina com uma fumaça
grossa e espessa
preta, feia, sem presteza
O amor que trasnborda de tristeza...
fina e quase transparente
branca, pouco convincente
o amor que transborda finalmente.
Começa tímido, embaraçado
louco, desmedido, atrapalhado...
Não se sabe inteiro
Ou só metade. Pobre coitado!
Tropeça em seus próprios suspiros,
Não sabe se ama:
Aquilo que tem ou o que convém.
Termina com uma fumaça
grossa e espessa
preta, feia, sem presteza
O amor que trasnborda de tristeza...
16 de junho de 2008
Por detrás do olhar se escondem cores:
amarelas, azuis, violetas.
Um olhar multicolorido que transpaça
alma, retina, gestos e objetos...
Pra ser olhar arco-íris,
pinta-se e faz-se aquarela.
Macha lápis, mancha tinta, vira tela.
"Descolorizando" é que fica iluminado.
É misturando tons que cria-se a visão
tonalizada, salpicada de pinceladas diversas.
Abra os olhos e absorva: vê?
amarelas, azuis, violetas...
amarelas, azuis, violetas.
Um olhar multicolorido que transpaça
alma, retina, gestos e objetos...
Pra ser olhar arco-íris,
pinta-se e faz-se aquarela.
Macha lápis, mancha tinta, vira tela.
"Descolorizando" é que fica iluminado.
É misturando tons que cria-se a visão
tonalizada, salpicada de pinceladas diversas.
Abra os olhos e absorva: vê?
amarelas, azuis, violetas...
E acontece que você assiste aquele filme que te deixa mais vulnerável ao sair da sala escura.
E se sente pequeno e solitário em meio àquela multidão de pessoas.
E ainda cai uma chuva fina e desce um frio triste...
A cama não fica quente o suficiente.
A casa pouco aconchegante.
A comida sem gosto.
O livro em branco.
A tela azul, sem imagem: inanimados...
E o choro engasga.
E nem se sabe o porquê!
E tudo por um filme.
E tudo por nada...
Ou é tudo?
E...
E se sente pequeno e solitário em meio àquela multidão de pessoas.
E ainda cai uma chuva fina e desce um frio triste...
A cama não fica quente o suficiente.
A casa pouco aconchegante.
A comida sem gosto.
O livro em branco.
A tela azul, sem imagem: inanimados...
E o choro engasga.
E nem se sabe o porquê!
E tudo por um filme.
E tudo por nada...
Ou é tudo?
E...
Ainda bem que nunca precisei me trancar no quarto para chorar por uma besteira;
Ainda bem que nunca fiquei tão "lisa" que tenha pedido empretado;
E nem tido ciúmes dos amigos;
E nem "xeretado" as coisas do namorado;
E nem ter entendido nada, mas fingido que entendi tudo;
E nem jogado papel na rua (como se não fosse da minha conta)...
E nunca ter sido injusta;
Nem orgulhosa...
Nunca tenha mentido.
Ainda bem que essa história de conto de fadas, de pinóquio, não existe...
Ainda bem.
Ainda bem que nunca fiquei tão "lisa" que tenha pedido empretado;
E nem tido ciúmes dos amigos;
E nem "xeretado" as coisas do namorado;
E nem ter entendido nada, mas fingido que entendi tudo;
E nem jogado papel na rua (como se não fosse da minha conta)...
E nunca ter sido injusta;
Nem orgulhosa...
Nunca tenha mentido.
Ainda bem que essa história de conto de fadas, de pinóquio, não existe...
Ainda bem.
8 de maio de 2008
Corte os pulsos e quebre os ossos
O fel que desce pela garganta e alcança o estômago
Caminhará até ser morte!
O sentimento doloroso, de parto amaldiçoado, de doença sem cura.
Caminha atento a todos os espasmos
Ri escandalosamente da angústia desmedida
Causa o choro com seus dentes escancarados.
Expulse em vômitos sucessivos, esse mal hospedeiro.
Engula em preces longas e fervorosas o exorcismo enfurecido dessa alma que te corta.
Alma?
Sim.
Esse fel que te sufoca.
Mate-a!
O fel que desce pela garganta e alcança o estômago
Caminhará até ser morte!
O sentimento doloroso, de parto amaldiçoado, de doença sem cura.
Caminha atento a todos os espasmos
Ri escandalosamente da angústia desmedida
Causa o choro com seus dentes escancarados.
Expulse em vômitos sucessivos, esse mal hospedeiro.
Engula em preces longas e fervorosas o exorcismo enfurecido dessa alma que te corta.
Alma?
Sim.
Esse fel que te sufoca.
Mate-a!
Minha poesia não tem eira nem beira
Vive vagando desleixada por aí
Não se importa se é Lá ou Mi
Vive perdida em sua própria melodia.
Cai e levanta-se em versos uníssonos, graves
Melancólicos... de um exaustivo ir e vir
Cansada de ser sem caminho .
Nada a prende, ninguém a enlaça
Traça sua própria sina
Faz-se de menina e
Mulher, moleca, louca...
Minha poesia dispensa a linearidade
Prefere o delírio, o sem-sentido, o insesato.
Cambaleia consigo mesma
Gatuna, serelepe, arteira,
Calúnia de palavras soltas.
Sem eira nem beira...
Vive vagando desleixada por aí
Não se importa se é Lá ou Mi
Vive perdida em sua própria melodia.
Cai e levanta-se em versos uníssonos, graves
Melancólicos... de um exaustivo ir e vir
Cansada de ser sem caminho .
Nada a prende, ninguém a enlaça
Traça sua própria sina
Faz-se de menina e
Mulher, moleca, louca...
Minha poesia dispensa a linearidade
Prefere o delírio, o sem-sentido, o insesato.
Cambaleia consigo mesma
Gatuna, serelepe, arteira,
Calúnia de palavras soltas.
Sem eira nem beira...
Academicismo
E me diz um amigo:
- A academia “emburrece” as pessoas!
E ficamos horas a fio fumando, tomando café e falando uns por cima dos discursos dos outros...
Fora essa uma ótima desculpa para iniciarmos um festival de frases filosóficas, divagações sem nexo; até chegarmos ao ponto de não nos lembrarmos mais qual o motivo da discussão.
Isso me fez pensar, no meio daquele pátio cheio de jovens mentes transbordando “coisa nenhuma”, em não se a Academia “emburrece” ou nos torna gênios, mas sim na faculdade que construímos fora dela, onde os professores são os próprios alunos, onde as amizades se tornam tão fortes que parecem que não terminarão nunca.
Mas se acabam ou não, no momento não interessa. A magnitude dos momentos (sejam eles os mais simples) é que importa.
E assim, concluímos, ainda que sejamos egoístas demais para admitir uns para os outros: ali se conhece pessoas para toda a vida, pessoas que ainda que não saibam, virão a contribuir para o quê ou quem você virá a ser no futuro.
E isso que vale...
- A academia “emburrece” as pessoas!
E ficamos horas a fio fumando, tomando café e falando uns por cima dos discursos dos outros...
Fora essa uma ótima desculpa para iniciarmos um festival de frases filosóficas, divagações sem nexo; até chegarmos ao ponto de não nos lembrarmos mais qual o motivo da discussão.
Isso me fez pensar, no meio daquele pátio cheio de jovens mentes transbordando “coisa nenhuma”, em não se a Academia “emburrece” ou nos torna gênios, mas sim na faculdade que construímos fora dela, onde os professores são os próprios alunos, onde as amizades se tornam tão fortes que parecem que não terminarão nunca.
Mas se acabam ou não, no momento não interessa. A magnitude dos momentos (sejam eles os mais simples) é que importa.
E assim, concluímos, ainda que sejamos egoístas demais para admitir uns para os outros: ali se conhece pessoas para toda a vida, pessoas que ainda que não saibam, virão a contribuir para o quê ou quem você virá a ser no futuro.
E isso que vale...
9 de abril de 2008
Tempestade?!
Não é que o tempo esteja nublado.
Meu coração está nublado.
Guarda-chuvas da emoção?
Pra quê?
Não há barreiras que resistam à tempestade dos meus sentimentos;
Ainda que disfarçados... Perfuram o céu, as nuvens, cobrem a superfície do asfalto de minha alma: encharcada e lamacenta.
Tenho em minhas mãos o “sopro do vento”, mas não sei o que fazer com isso.
Pra que servem todas as abstrações?
Nunca sabemos o que fazer com elas. Pra quê haveria eu de saber?
Ao final é tudo chuva. Ao final tudo transborda. E afoga a alma e o resto...
Meu coração está nublado.
Guarda-chuvas da emoção?
Pra quê?
Não há barreiras que resistam à tempestade dos meus sentimentos;
Ainda que disfarçados... Perfuram o céu, as nuvens, cobrem a superfície do asfalto de minha alma: encharcada e lamacenta.
Tenho em minhas mãos o “sopro do vento”, mas não sei o que fazer com isso.
Pra que servem todas as abstrações?
Nunca sabemos o que fazer com elas. Pra quê haveria eu de saber?
Ao final é tudo chuva. Ao final tudo transborda. E afoga a alma e o resto...
23 de março de 2008
Acordo de um sonho que não me pertence e me embriago com minha própria lucidez.
Sacio minha fome de não sei o quê, contemplando aquilo que não existe.
Saio para o infinito e passeio pelo jardim do nada.
Ouço o silêncio e deito no vazio.
Exausta, retorno ao inabitável e aguardo com uma ansiedade letárgica o imprevisível...
Sacio minha fome de não sei o quê, contemplando aquilo que não existe.
Saio para o infinito e passeio pelo jardim do nada.
Ouço o silêncio e deito no vazio.
Exausta, retorno ao inabitável e aguardo com uma ansiedade letárgica o imprevisível...
Olhando agora daqui, daqui mesmo deste ponto de ônibus, justamente deste ângulo e não de outro, eu percebo essa grande continuidade que é a vida...
Esse eterno atravessar pistas, contínuo girar roletas, enfrentar filas, andar e sempre e mais e adiante.
Contentes bonequinhos, numa caixa de brinquedo gigante, manipulados por uma grande criança. "Ela" existe mesmo? Não sabemos. A caixa é alta, não dá pra olhar pra cima, as nuvens cobrem tudo.
Só sabemos que há uma pista. E ela precisa ser seguida, tem as pausas, os reboques e a reta final, todos sonhamos chegar vitoriosos nessa reta para no fim, nem sabermos o que encontraremos. Mas é assim mesmo, tinha me esquecido que essa caixa, chamada também vida: é de surpresas...
Esse eterno atravessar pistas, contínuo girar roletas, enfrentar filas, andar e sempre e mais e adiante.
Contentes bonequinhos, numa caixa de brinquedo gigante, manipulados por uma grande criança. "Ela" existe mesmo? Não sabemos. A caixa é alta, não dá pra olhar pra cima, as nuvens cobrem tudo.
Só sabemos que há uma pista. E ela precisa ser seguida, tem as pausas, os reboques e a reta final, todos sonhamos chegar vitoriosos nessa reta para no fim, nem sabermos o que encontraremos. Mas é assim mesmo, tinha me esquecido que essa caixa, chamada também vida: é de surpresas...
4 de fevereiro de 2008
Noi-dia
A noite beija o mar
E pinta o sol
De um negro suave e terrível.
Terrivelmente belo:o encontro do cansado dia
Com a preguiçosa noite.
E eles brincam, dançam e nem nos damos conta
Que riem e fazem graça com a gente...
Abraçados, enlaçados,
Juntos como que irmãos, às vezes confundimos um com o outro
e trocamos um pelo outro,
Noite ou dia,
Não sabemos o sentido ou o sem-sentido
dessa estranha relação, que sonhamos separados, porém unidos...
Tentamos imitar tamanha "deslumbrância"
Acende-se a lâmpada ao querer "dia"
Fecha-se a cortina ao querer "noite"
Não nos damos conta do quão tolos somos
Nesse eterno jogo de fantasias
Em pensar, meio que sem pensar, que
um dia poderemos, ainda que "falsamente",
tomar como nosso o que nunca pertenceu a ninguém,
Nem a eles mesmos...
E pinta o sol
De um negro suave e terrível.
Terrivelmente belo:o encontro do cansado dia
Com a preguiçosa noite.
E eles brincam, dançam e nem nos damos conta
Que riem e fazem graça com a gente...
Abraçados, enlaçados,
Juntos como que irmãos, às vezes confundimos um com o outro
e trocamos um pelo outro,
Noite ou dia,
Não sabemos o sentido ou o sem-sentido
dessa estranha relação, que sonhamos separados, porém unidos...
Tentamos imitar tamanha "deslumbrância"
Acende-se a lâmpada ao querer "dia"
Fecha-se a cortina ao querer "noite"
Não nos damos conta do quão tolos somos
Nesse eterno jogo de fantasias
Em pensar, meio que sem pensar, que
um dia poderemos, ainda que "falsamente",
tomar como nosso o que nunca pertenceu a ninguém,
Nem a eles mesmos...
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